
A origem do idioma latino nos remete
aos tempos pré-históricos. Mas apenas no século
III a.C adquiriu formas literárias e estrutura gramatical
reconhecida. Assim, sua consolidação deu-se no século
I a.C..
O latim era o idioma falado pelos latinos, etruscos
e sabinos; povos que habitavam a região central da Itália
chamada de Lacio (Latium), onde atualmente encontra-se
a cidade de Roma. Da união destes três povos surgiu
a civilização romana.
Até o século V da era cristã,
os romanos estenderam seu domínio sobre os outros povos
através da superioridade bélica. A cultura romana
também foi imposta e difundida pelo mundo. Assim, o idioma
latino enraizou-se em várias civilizações
e originou as línguas neolatinas faladas atualmente, como
o português, espanhol, francês, romeno, italiano,
etc.
O latim possui duas formas básicas: clássico
(ou erudito) e eclesiástico. O clássico é
considerado a forma culta, e está vinculado aos filósofos
como Sêneca, Cícero e César. O latim eclesiástico
surgiu a partir da era cristã do império romano,
e foi difundido por Santo Agostinho, São Ambrósio,
São Jerônimo entre outros.
Historicamente seus períodos podem ser divididos,
com maior exatidão, desse modo:
-
Pré-clássico,
do século VII a.C. ao século II a.C.. As inscrições
mais antigas procedem do século VII a.C. Nos séculos
III e II a.C. a literatura faz sua aparição, sob
influência grega (Plauto, Terencio).
-
Clássico,
do século II a.C. ao século II d.C. A idade dourada
da literatura latina.
-
Latim Vulgar,
incluindo o período patrístico, do século
II ao V d.C. Onde se inclui a Vulgata de São Jerônimo
e as obras de Santo Agostinho. Esse Latim Vulgar é a
essência do que é o italiano atual, tanto que para
estudo do latim nos dias de hoje usa-se a pronúncia restaurada,
que é o latim pronúnciado como o italiano, devido
a dificuldade que há em conhecer a real pronúncia
do latim na antigüidade.
-
Período
Medieval, do século VI ao século
XIV. A literatura latina continua mas surgem as línguas
românicas.
-
Do século
XV até os dias atuais. Redescoberta do
latim da idade dourada no Renascimento. O latim vulgar continua
sendo usado pelos eruditos até o século XVII,
como Isaac Newton, e pela Igreja Católica Romana (obrigatório
até meados do século XX).
Após a sua transformação
em línguas românicas, o latim continuou fornecendo
um repertório de raízes para muitos campos semânticos,
especialmente culturais e técnicos, para uma ampla variedade
de línguas.
No Brasil, o ensino do latim foi orientado pela
sua forma eclesiástica e seu matiz de pronúncia
italiana. Infelizmente, deixou de ser obrigatório no final
dos anos sessenta. Inevitavelmente, houve um declínio significativo
na qualidade do português brasileiro.
Atualmente, o latim se faz
presente na música e na literatura. Algumas bandas, como
o Tristania
(na música Preludium, por exemplo) e After
Forever (em músicas como Leaden Legacy e Ex
Cathedra), incluem em suas letras citações
em latim. Na literatura, alguns autores intitulam suas obras com
expressões latinas. Por exemplo, o mineiro Alphonsus
de Guimaraens, autor de Pulchra Et Luna e Ossa
Mea.
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